
Desinformação sobre saúde feminina amplia riscos e reforça papel da ciência acessível
Healthtech do SUPERA Parque atua na tradução de informações médicas e científicas em linguagem acessível, segura e contextualizada
Menopausa, perimenopausa, terapia hormonal, metabolismo e uso de medicamentos para emagrecimento ainda são temas cercados por dúvidas, medos e informações desencontradas. Em um ambiente marcado pela circulação acelerada de conteúdos nas redes sociais, muitas mulheres passam a tomar decisões sobre o próprio corpo a partir de promessas de resultados rápidos, o que contribui para o avanço da desinformação sobre saúde feminina.
Healthtech do SUPERA Parque de Inovação e Tecnologia, em Ribeirão Preto, a Dr. Fisiologia atua diante desse cenário com a tradução de informações médicas e científicas para uma linguagem acessível, com o objetivo de aproximar a população de conteúdos confiáveis, inclusive em temas de grande impacto para a saúde feminina.
A startup é referência para que informações técnicas cheguem ao público de forma clara, segura e contextualizada. A atuação se insere em uma demanda crescente da comunicação em saúde: transformar evidências científicas em conhecimento compreensível, sem reduzir a complexidade dos temas nem induzir a interpretações equivocadas.
A desinformação tem impacto direto na saúde feminina e na rotina diária da mulher. Dados apontam que 9 em cada 10 mulheres têm pouco ou nenhum conhecimento sobre temas como menopausa e terapia hormonal. Um levantamento da revista Climateric também revelou que quase 88% das mulheres brasileiras apresentam sintomas do climatério, mas apenas cerca de 22% recebem recomendação de terapia hormonal.
Os dados ajudam a dimensionar um problema que ultrapassa a informação individual. Sintomas são naturalizados, tratamentos podem ser evitados por medo e decisões de saúde passam a ser influenciadas por conteúdos que, muitas vezes, não contêm o embasamento científico necessário.
Para Renata Steinbach, cofundadora e diretora de marketing da Dr. Fisiologia, a proposta da startup surge da necessidade de aproximar o conhecimento científico da vida real das mulheres.
“Traduzir ciência é tornar o conhecimento acessível, útil e seguro para quem vai tomar decisões sobre a própria saúde. Quando a informação técnica não chega de forma clara, abre-se espaço para medo, culpa e escolhas baseadas em conteúdos incompletos. É nesse ponto que a comunicação científica precisa atuar”, afirma.
Os debates sobre emagrecimento e mudanças metabólicas femininas também têm tomado maior proporção, especialmente com a popularização das chamadas “canetas emagrecedoras”. Embora esses medicamentos possam ter indicação clínica, a circulação de conteúdos focados apenas em benefício, estética e resultado rápido aumenta o risco de uso inadequado.
Uma pesquisa da PMC PubMed Central, publicada em 2025, mostrou que 53% dos participantes entrevistados relataram uso de medicamentos para perda de peso sem consulta médica. Isso se agrava pelo fato de que muitos desses conteúdos raramente abordam riscos de medicamentos falsificados ou implicações para a saúde.
A pressão em torno de um modelo ideal de corpo feminino interfere diretamente na forma como muitas mulheres tomam decisões sobre saúde. A busca por resultado rápido passa a ser guiada por comparação social e expectativas estéticas, deixando a evidência científica perder espaço para soluções simplificadas.
O desafio não está apenas na existência de informação falsa, mas na dificuldade de fazer a informação correta circular com clareza, contexto e responsabilidade.
“Traduzir ciência exige responsabilidade. Antes de transformar um tema técnico em conteúdo acessível, é preciso avaliar a qualidade da evidência, entender os limites daquela informação e revisar cada mensagem para que ela seja clara sem ser simplista. O objetivo não é apenas informar, mas evitar que uma explicação mal feita também se transforme em desinformação”, afirma Renata Steinbach.
Na prática, o acesso a uma informação correta pode mudar a forma como a mulher interpreta sintomas, busca atendimento e avalia riscos. Em fases como perimenopausa e menopausa, alterações hormonais e metabólicas podem afetar sono, humor, disposição, composição corporal e qualidade de vida.
Em um ambiente marcado pelo excesso de informações, produzir ciência é tão importante quanto comunicá-la. Na saúde feminina, essa comunicação precisa ser clara e responsável para que evidências consigam enfrentar a desinformação e contribuir para escolhas mais seguras sobre o próprio corpo feminino.
Sobre o SUPERA Parque
O SUPERA Parque, fruto de um convênio entre a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto e a Universidade de São Paulo, possui ao todo 94 empresas instaladas, sendo 59 delas na SUPERA Incubadora de Empresas de Base Tecnológica e 35 empreendimentos distribuídos entre centros empresariais e loteamento. O Parque Tecnológico está em expansão com a urbanização de novos lotes para instalação de empresas e a construção do Health to Business Center, prédio fruto de parceria com a FINEP e que contará com laboratórios compartilhados, espaços corporativos e auditório. Outras informações sobre o Parque Tecnológico estão disponíveis no site: http://superaparque.com.br/.
AIS Comunicação - assessoria de imprensa SUPERA Parque
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