Agritechs impulsionam a eficiência produtiva no agronegócio

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Como soluções tecnológicas aplicadas ao campo ganham escala, maturidade e impacto em ecossistemas de inovação como o SUPERA Parque

Produzir mais, com menor uso de recursos e maior previsibilidade, é um dos principais desafios do agronegócio atual. Nesse cenário, as agritechs têm gerado ganhos concretos de eficiência produtiva ao transformar tecnologia, dados e biotecnologia em soluções aplicadas às demandas reais do campo. Apoiadas por ambientes de inovação como o SUPERA Parque de Inovação e Tecnologia (Ribeirão Preto), essas iniciativas ganham escala, robustez técnica e maior aderência às dinâmicas produtivas do setor.

Para que soluções inovadoras avancem com consistência, é fundamental que estejam inseridas em ecossistemas capazes de articular ciência, produção e mercado, permitindo testes, ajustes e validações em ambientes próximos à realidade do agronegócio. Quando essa integração ocorre, o processo de inovação se torna mais eficiente e orientado a resultados. 

A troca contínua entre startups, pesquisa aplicada e setor produtivo reduz assimetrias de informação, fortalece a confiabilidade das soluções e aumenta a probabilidade de adoção pelo campo e pela agroindústria, criando uma base sólida para ganhos de eficiência produtiva ao longo do tempo.

Para Camila Dell’ Agostinho, pesquisadora estratégica em Agronegócio do SUPERA Parque, esse tipo de estrutura muda a lógica tradicional de desenvolvimento de tecnologias para o setor. “No agronegócio, a inovação precisa lidar com variáveis complexas, como escala, clima, ciclos produtivos e exigências regulatórias. Quando a startup está inserida em um ambiente estruturado, ela não apenas desenvolve a tecnologia, mas aprende a operar dentro dessas dinâmicas desde o início, fazendo com que a solução chegue ao mercado com maior aderência às demandas reais do setor produtivo”, explica.

Como resultado dessa jornada estruturada, as agritechs passam a compreender com maior clareza não apenas o funcionamento da tecnologia, mas também os requisitos de adoção pelo produtor rural e pela agroindústria, como viabilidade econômica, facilidade de implementação e geração de valor ao longo da cadeia produtiva.

No eixo dos bioinsumos, tecnologias baseadas em princípios ativos naturais e soluções biotecnológicas têm ampliado a eficiência dos sistemas produtivos ao reduzir a dependência de insumos químicos convencionais. Iniciativas como Alpha Phytotec, PBF Nutrients, JV Biotec, Fungitec, Decoy e Ecobiotech, startups incubadas no SUPERA Parque, desenvolvem soluções que favorecem o manejo sustentável das lavouras. 

Já na frente de agricultura digital, dados e inteligência artificial, as agritechs têm ampliado a capacidade de gestão produtiva ao transformar informações de campo em inteligência aplicada. Soluções como as desenvolvidas pela IDGeo, IA Sense e Nexuav permitem o monitoramento em tempo real das áreas produtivas, maior precisão no manejo agrícola e apoio qualificado à tomada de decisão. 

Além das soluções voltadas diretamente aos bioinsumos e à agricultura digital, o ecossistema do SUPERA Parque abriga startups que atuam em outras frentes estratégicas ao agronegócio, como a Darvore, Folha de Louro, Future Cow, Gluck Health, Glycovam, Grupo Criar, Hokion Biotecnologia, Hope Kphé, Kimera Biotecnologia, LA Pharmatec, Lola Vet Health, Mondi Energy, Nock, Pinatech, Veritas e Yosen, ampliando o alcance da inovação ao conectar produção, indústria e mercado, e contribuindo para a diversificação da base produtiva e para a geração de valor ao longo de toda a cadeia agroindustrial.

As agritechs deixaram de ser apenas soluções complementares e passaram a ocupar um papel estratégico no agronegócio. Estar inserida em um ecossistema permite que elas respondam a desafios reais de produtividade, custos, sustentabilidade e gestão, que hoje fazem parte do dia a dia do setor,” complementa Camila. 

A vocação agroindustrial de Ribeirão Preto aproxima cadeias produtivas, produtores, agroindústrias e pesquisa, criando condições para o desenvolvimento de soluções tecnológicas orientadas às demandas reais do campo. A concentração de agritechs no território fortalece a competitividade do agronegócio ao acelerar a inovação e ampliar a capacidade de resposta do setor.

O SUPERA Parque de Inovação e Tecnologia conecta todas essas startups com a  pesquisa aplicada e o setor produtivo, criando condições para que soluções tecnológicas avancem com consistência do ambiente de inovação para o mercado. Ao fortalecer a articulação entre os diferentes atores do ecossistema, o Parque contribui para transformar a vocação agroindustrial da região em vantagem competitiva para o agronegócio.

Sobre o SUPERA Parque

O SUPERA Parque, fruto de um convênio entre a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto e a Universidade de São Paulo, possui ao todo 90 empresas instaladas, sendo 55 delas na SUPERA Incubadora de Empresas de Base Tecnológica e 35 empreendimentos no Condomínio da Inovação. O Parque Tecnológico está em expansão com a urbanização de lotes para instalação de empresas, dos quais sete já estão em processo de ocupação, além do recém-inaugurado Container Park, um novo complexo empresarial com módulos empresariais, cafeteria, sala de treinamento e a unidade UP Lab SENAI. Outras informações sobre o Parque estão disponíveis no site: http://superaparque.com.br/.

AIS Comunicação - assessoria de imprensa SUPERA Parque

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